561. SAUDAI O NOME DE JESUS

“Portanto, Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” Fp. 2:9-11

Stuart Edmund McNair (1867-1959)MILES’ LANE
William Shrubsole (1760-1806)

1. Saudai o Nome de Jesus; cantai o Seu louvor.
É coroado já na luz, de todos o Senhor.

2. Andava desprezado aqui o santo Salvador,
Mas hoje sobre o trono, ali, de todos é Senhor.

3. Aqui sem queixa padeceu da morte o seu terror,
E a morte, no morrer, venceu e fez-Se seu Senhor.

4. Agora triunfante está o meigo Sofredor
E, brevemente, voltará pra sempre ser Senhor.

     “Não vos embriagueis com vinho no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Efésios 5.18-20).

     Nosso Senhor Jesus Cristo é digno de todo o louvor e adoração, conforme lemos em Apocalipse 5.11-14: “Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.

     Sim, Ele é O REI DOS REIS E O SENHOR DOS SENHORES (Apocalipse 19.16). Aqui está a história de mais um dos mais lindos hinos, escrito para louvor e glória dAquele que “é tudo em todos” (Colossenses 3.21).

     A letra original foi encontrada numa pequena coleção de poesias, no ano de 1785, no prefácio da qual estava escrito o seguinte: “Publicado para instrução e recreação dos que são francamente sérios e religiosos”.

     Seu autor foi o Sr. Edward Perronet, nascido na Inglaterra, em 1726. Era filho de refugiados huguenotes, asilados na Inglaterra, e vindos da Suíça, no ano de 1680. Uma vez descoberta a letra, foi-lhe dada uma melodia, sendo uma delas, muito majestosa, a de William Shrubsole (1760-1806), amigo íntimo de Perronet.

     Edward Perronet converteu-se aos vinte anos de idade, dedicando-se de corpo e alma aos trabalhos de evangelização, em companhia dos irmãos Wesley. Escreveu o hino em foco, em sua igreja local, quando tinha cinquenta e oito anos de idade. É, realmente, uma linda poesia, exaltando o nome do Senhor Jesus.

     A tradução para o português foi feita pelo saudoso irmão Sr. S. E. Mc Nair (1867-1959).

     A Sra. Ethel Ream conta um incidente muito interessante a respeito deste hino. Certa vez, viajando na Índia distante, um missionário de nome E. P. Scott, teve de atravessar uma grande mata em direção a uma tribo de índios selvagens. Seus amigos rogaram-lhe que não se aproximasse daquela tribo bárbara, que ele, insistentemente, queria evangelizar.

     Ele era um homem de grande coragem e não duvidava por um só momento do seu dever; assim, confiando em Deus para sua proteção, continuou a marcha. Subitamente, porém, a certo ponto da jornada, viu-se cercado por um grupo de selvagens, que lhe apontavam ao peito as suas flechas venenosas.

     Scott, que não trazia nada nas mãos, a não ser um violino, fechou os olhos e começou a tocar e a cantar: “Saudai o Nome de Jesus…”. Quando estava na última estrofe, abriu os olhos para ver os selvagens, de quem esperava morte instantânea, mas a música se apoderara dos seus corações de tal modo que nada fizeram a Scott.

     A princípio os selvagens receberam-no com curiosidade, mas, no decorrer do tempo, com a sua vida exemplar e com as histórias que lhes contava a respeito de Jesus, ele pôde, de fato, conquistar-lhes os corações.

     Trabalhou entre eles durante dois anos e meio, quando então a saúde começou a faltar-lhe, sendo obrigado a retirar-se temporariamente para descansar e recuperar as forças. Quando estava partindo, alguns membros da tribo acompanharam-no até umas trinta ou quarenta milhas, rogando-lhe que voltasse, dizendo: “Há muitas tribos que nunca ouviram das boas novas de salvação”. Mais tarde, quando recuperou a saúde, o Sr. Scott voltou a essa tribo e aí trabalhou até à sua morte!

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL1 – Edições Cristãs

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