77. PERFEIÇÃO DE AMOR
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8,9

Stuart Edmund McNair (1867-1959)BEULAH LAND
John Robson Sweney (1837-1899)

1. Por fé no seu Senhor Jesus
O crente é salvo pela cruz;
A paz com Deus, eterno bem,
E justificação obtém.

Oh, grande perfeição de amor!
Que Deus recebe em Seu favor,
A quem Lhe venha confessar
O seu estado e confiar
Em Cristo para salvação,
Com viva fé no coração.

2. Em Cristo tem libertação,
Tornou-se “nova criação”;
No Filho amado aceito está
E Seus cuidados provará.

3. A vida antiga já passou
E tudo novo se tornou;
No mundo, peregrino é
E bênçãos divinais prevê.

4. Embora nada tenha aqui,
A sua herança vê-se ali
Nos céus, e junto com Jesus,
A Quem o mundo deu a cruz.

     Este hino é um dos muitos escritos e adaptados pelo sr. Stuart Edmund Mc Nair, nascido na Inglaterra em 1867 e falecido no Brasil em 1959. Não sabemos nada de sua infância nem dos detalhes de sua conversão, mas sabemos que foi um crente no Senhor Jesus Cristo, muito consagrado, com grande atividade na Obra do Senhor, tendo trabalhado no Brasil durante pelo menos 63 anos!

     Inicialmente, partiu da Inglaterra, em 1891, com destino a Portugal, quando foi atender a uma oferta de emprego numa firma de engenharia. Talvez não lhe passasse pela mente a ideia de vir ao Brasil e, sem dúvida, não podia sequer imaginar quão grande obra o Senhor tencionava fazer por meio dele em nosso país.

     Chegando a Lisboa, onde fixou residência, associou-se a um outro crente, o Sr. George Howes (1873-1945), no serviço do Evangelho.

     Foi em janeiro de 1896 que o Sr. Mc Nair desembarcou no Rio de Janeiro, desejoso de ensinar a Palavra de Deus e pregar o santo Evangelho. Ali encontrou um grupo de crentes que estava se reunindo unicamente em nome do Senhor, sem bandeira denominacional. Desejoso de ajudar esses irmãos em seu desenvolvimento espiritual, uniu-se a eles e começou a ensinar os princípios básicos do Novo Testamento para a Igreja. Ora em casas particulares, ora em locais apropriados para reuniões, foi ajudando aqueles irmãos a crescerem na vida espiritual.

     Começando pela Capital Federal, naquele tempo, o Rio de Janeiro, estendeu o seu ministério pelo Estado do Rio de Janeiro, às localidades de Paracambi, Mendes, Paty do Alferes, Petrópolis, São José do Rio Preto, Barreiro (Itaperuna) e muitas outras localidades. No Estado de Minas Gerais trabalhou em Carangola, onde, na zona rural denominada Conceição do Carangola, fundou uma Escola Bíblica, na qual teve, como cooperador, o exímio mestre da Palavra, o irmão Harold St. John.

     Usando sempre o mesmo sistema, didático e evangelístico, promoveu ensino bíblico em Portões e Divisório (Muriaé), em Minas Gerais. Viajava muitas léguas a cavalo, cortando os sertões, cruzando extensa região denominada “Zona da Mata”, bem como o longo Vale do Rio Doce, beneficiando os estados de Minas e Espírito Santo. Trabalhou, também, na cidade de Recife-PE.

     Voltou para Portugal, onde permaneceu por oito anos, ao fim dos quais, atendendo a um chamado inesperado, veio para uma cidade do estado do Maranhão, a fim de cooperar no ensino da Palavra. Esperava fazer o trabalho e regressar a Portugal, ali permanecendo definitivamente, mas o Senhor mostrou-lhe que outro era o Seu plano, pois, chegando novamente aos locais onde iniciara as suas atividades e constatando o progresso ocorrido; considerando, ainda, a vastidão do promissor campo missionário brasileiro, sentiu-se movido a permanecer neste país.

     Em 1933, já impossibilitado fisicamente de fazer longas viagens a cavalo, ficou residência em Teresópolis-RJ, onde fundou a Casa Editora Evangélica. Dali serviu o Brasil com farta e proveitosa literatura, publicando os seus próprios escritos e também de outros autores.

     Na madrugada de 10 de janeiro de 1959, Mc Nair passou tranquilamente para o seu repouso eterno na presença do Senhor, a Quem com tanta dedicação serviu durante a maior parte dos seus 92 anos de existência!

     Uma das características em suas obras é que, apesar da sua profunda erudição, sempre usava uma linguagem simples e clara, a fim de que todos os seus ouvintes e leitores pudessem compreender o que ensinava. Podem contar-se aos milhares os folhetos que distribuiu em suas viagens. Organizou várias escolas de alfabetização, onde reunia os crentes que queriam progredir espiritualmente para dar-lhes mais conhecimentos bíblicos e da língua nacional.

     Só a eternidade poderá declarar o que este servo de Deus, consagrado e trabalhador, fez para a glória de Deus. A música deste hino é BEULAH LAND, de John Robson Sweney (1837-1899).

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL2 – Edições Cristãs

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