133. O SALVADOR SOFREU
“Eles chegaram a um lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira. Deram a Jesus vinho misturado com fel; mas ele provando-o, não quis beber.” Mt 27:33-34
| Cecil Frances Alexander (1818-1895) Trad. William Anglin (1882-1965) | HORSLEY William Horsley (1774-1858) |
1. Lá fora de Jerusalém o Salvador sofreu;
Foi levantado numa cruz e Sua vida deu.
2. Nós não podemos compreender a dor que padeceu;
Sabemos que por nos amar Jesus ali morreu.
3. Não foi achado mais ninguém, na vasta criação,
Idôneo para efetuar a nossa salvação.
4. Oh, quanto, quanto nos amou Jesus, o Salvador!
Devemos nEle confiar e dar-Lhe nosso amor.
Entre as mulheres cristãs que escreveram hinos, três se destacam: Fanny Jane Crosby, com mais de 8.000 hinos e cânticos; Frances Ridley Havergal, com dezenas de hinos; e Cecil Frances Alexander, com mais de 400 hinos e cânticos.
O hino “O Salvador Sofreu” é de autoria da Sra. Cecil Frances Alexander, nascida em Dublin, capital da Irlanda, no ano de 1818.
Era a segunda filha do major John Humphreys e passou a sua infância em Wicklow. Aos 15 anos de idade, a sua família transferiu-se para Strabane, no Condado de Tyrone.
Bem jovem ainda, começou a escrever poemas e escondia-os debaixo do tapete. Seu pai, ao descobri-los, fez todo esforço para que ela desenvolvesse essa vocação. Daí para frente tornou-se prolífica escritora dos seus 400 hinos!
Em 1850 Frances se casou com o Sr. William Alexander, reitor de uma Paróquia, no Condado de Tyrone. Mais tarde, retornou para Strabane, onde o seu esposo foi escolhido como Bispo de Derry e Raphos.
Frances, ou C.F.A, como ela assinava, foi muito querida por todos que a conheceram, especialmente pelas crianças, pelos pobres e doentes, a quem ela devotava toda atenção e carinho, visitando-os, ajudando-os e socorrendo-os.
Seu esposo escreveu dela em sua biografia: “De uma casa pobre para outra, de um leito de enfermidade a outro, de um lar triste a outro, ela sempre levava palavras de conforto, e o Senhor era com ela”.
Mas ela amava as crianças e foi escrevendo para ela que Frances se destacou. Ela ajudava as crianças a aprender as palavras dos livros religiosos da época, parafraseando as palavras difíceis e tornando-as mais fáceis de aprender.
Na verdade, as palavras deste hino foram escritas ao lado de uma criança doente que, mais tarde dizia que “era o seu hino”. Carlos Gounod, o famoso compositor francês, fez uma música para esse hino e considerou-o como o mais perfeito hino na língua inglesa.
Quando a sua família viajou para Strabane, passando pela cidade de Londonderry, passou por um pequeno monte verde e ela lembrou-se do Calvário, “o lugar da caveira”, próximo de Jerusalém. Lá foi que o Salvador foi crucificado para nos salvar. Ninguém pode calcular o sofrimento que Ele passou por nós. Fez-lhe lembrar de tudo o que o Senhor padeceu para que nós fôssemos perdoados. Diz ela que naquele momento sentiu o quanto custou para o Senhor Jesus ganhar para nós a vida eterna. E, com estes pensamentos em sua mente, escreveu este belo e apreciado hino!
A tradução para o português é do Sr. William Anglin (1882-1965), grande pregador e ensinador do Evangelho que trabalhou por muitos anos no Brasil. A música é HORSLEY, de William Horsley (1774-1858).
Por Edgard de Almeida
Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL3 – Edições Cristãs