220. CANTAREI DE JESUS CRISTO
“Tu, Senhor, és o nosso Pai, e desde a antiguidade te chamas nosso Redentor.” Is 63:16

Thomas Obediah Chisholm (1866-1960)
Trad. Luiz Soares (1930-2003)
FAITHFULNESS
William Marion Runyan (1870-1957)

1. Cantarei de Jesus Cristo
E do Seu tão grande amor!
Lá na dura cruz cravado,
Padeceu da morte a dor.

Cantarei de Jesus Cristo:
Com Seu sangue me comprou;
Lá na cruz, a grande conta
Liquidou e me salvou.

2. Cantarei que Cristo mesmo
Pra do mal me libertar,
Pela Sua rica graça
Meu resgate quis pagar.

3. Com adoração sincera
Seu triunfo cantarei;
Foi por Cristo ressurgido
Que com Deus a paz achei.

     Após o desastre de trem no qual pereceu o casal Philip P. Bliss (1838-1876), deste sobrou apenas a mala de viagem. Era o dia 29 de dezembro de 1876.

     O trem varava a noite fria do intenso inverno do Norte dos Estados Unidos, Estado de Ohio, quando se deu o rompimento de uma ponte e o trem, com todos os seus passageiros, precipitou-se no abismo.

     Muitos dos passageiros voltavam para os seus lares, após as comemorações do Natal com seus familiares, inclusive o casal Bliss que ia prosseguir viagem com destino a Chicago, onde iria dirigir a música numa série de conferências evangelísticas proferidas pelo famoso evangelista Daniel Webster Whittle. Bliss acompanhava-o em todas as conferências, desde março de 1874. Mas, desta vez, não chegou a acompanhá-lo, perecendo no trágico desastre ferroviário.

     Conta-se que Bliss poderia ter sobrevivido, não fora o esforço que despendeu para ver se conseguia libertar sua esposa que ficara prensada entre as ferragens!

     Recolhidos que foram os restos dos pertences dos passageiros, foi encontrada a mala do casal Bliss, única coisa que lhes restou. Nela foram encontrados alguns hinos escritos por Bliss, entre eles, o que estamos narrando: “Cantarei de Jesus Cristo”.

     Philip P. Bliss nasceu numa humilde e modesta casa, no dia 9 de julho de 1838. Converteu-se aos 12 anos de idade e foi batizado, tornando-se membro duma pequena igreja Batista. Ainda jovem, demonstrou grande queda pela música e foi influenciado também por dois grandes homens da música sacra da sua época — J. G. Towner e W. B. Bradbury.

     Mais tarde tornou-se professor de música e excelente solista. Nessas condições deu seu tempo integral na tarefa de dirigir a música e cantar solos nas conferências evangelísticas em companhia do evangelista Major Whittle.

     Com a morte de Bliss, o Major Whittle convidou James McGranahan (1840-1907) para substituí-lo como diretor de música na sua equipe de evangelização. McGranahan viu a letra deste hino que fora encontrado na mala de Bliss, a qual lhe chamou muito a atenção, especialmente pelo tom de louvor e de exultação tão eloquente.

     Granahan compôs a melodia e o hino fez a sua estreia numa das reuniões evangelísticas de Moody, em Chicago, alcançando um sucesso incomum.

     A tradução, para o português, foi feita pelo saudoso irmão em Cristo, Sr. S. E. Mc Nair (1867-1959), e faz-nos lembrar das palavras do apóstolo Paulo em sua carta aos Filipenses:

     “Com toda confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte”.

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL2 – Edições Cristãs

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