287. BENDITA ORAÇÃO
“Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações.” Sl 34:17

William W. Walford (1772-1850)
Trad. Theodoro Rodrigues Teixeira (1871-1950)
SWEET HOUR OF PRAYER
William Batchelder Bradbury (1816-1868)

1. Bendita é sempre a oração,
Que nos dá paz ao coração
E sobrepuja toda dor,
Trazendo auxílio do Senhor.
Em tempos de perturbação,
No temporal, na tentação,
Procurarei com mais fervor
A comunhão com meu Senhor.

2. Bendita é sempre a oração,
A voz do nosso coração,
Que eleva ao céu o seu clamor,
Tão aceitável ao Senhor.
E finda a hora de aflição,
Os dias maus, a tentação,
Então darei melhor louvor
A meu Jesus, a meu Senhor.

     Este hino tem-se tornado popular em todas as reuniões de oração que se fazem nas igrejas evangélicas. Suas palavras fazem nos aproximar ainda mais do Senhor que é o doador de toda força e consolação no meio das aflições.

     Suas palavras fazem-nos recordar que o Senhor Jesus também passou por experiências semelhantes às nossas e que recorreu, muitas vezes, a esse recurso extraordinário, que é a oração. Lemos que inúmeras vezes Ele Se retirou do meio da multidão para um lugar à parte ou no deserto, para ali Se entregar à oração. (Mateus 14.23; 26.36; Marcos 1.35; 6.46; Lucas 6.12; 9.28).

     E somos confortados quando nos lembramos que o apóstolo Paulo nos exorta, dizendo: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4.6).

     Mas o mais interessante neste hino é que foi ditado por um servo de Deus, um ministro do Evangelho, que era cego!: o Sr. William W. Walford, nascido na Inglaterra (1772-1850). Ele ditou as palavras ao seu colega, o Sr. Thomas Salmon, também pastor de uma igreja Congregacional, no ano de 1842. Este mandou publicar a letra do hino num periódico, a 13 de setembro de 1845.

     Conta-se que Walford era um homem que não possuía grande educação cultural, mas que era inteligente, e possuía uma memória extraordinária. Diz-se até que, quando pregava, sempre escolhia muito bem os textos bíblicos e citava-os de cor com muita precisão. Raramente errava na repetição dos Salmos ou nas citações de qualquer parte das Escrituras, quer do Velho, quer do Novo Testamento. Conhecia tão bem os fatos bíblicos que ganhou a fama de saber a Bíblia inteira de cor!

     Com o decorrer dos tempos o hino foi traduzido em outras línguas e, em português, temos, com pequenas alterações, a tradução feita pelo Sr. Theodoro Rodrigues Teixeira (1871-1950). A música, muito apropriada para as palavras, é de autoria do Sr. William B. Bradbury (1816-1868), que a compôs em 1859. O Sr. Bradbury tornou-se muito conhecido também como fabricante de pianos e outros instrumentos musicais.

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL1 – Edições Cristãs

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