312. TENHO PAZ
“Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá.” João 14:27
| Horatio Gates Spafford (1828-1888) Trad. 1ª à 4ª estrofes e estribilho: Stuart Edmund McNair (1867-1959) 5ª Estrofe: Agnes Maxwell Penna (1939 – ) | VILLE DU HAVRE Philip Paul Bliss (1838-1876) |
1. Ou seja o caminho de gozo e de luz,
Ou seja com trevas de horror,
Por Cristo já tenho aprendido a dizer:
“Tenho paz, doce paz no Senhor”.
Tenho paz, no Senhor,
Tenho paz, doce paz no Senhor.
2. Meu mal, oh, que gozo a verdade saber!
Meu mal, em seu fruto e raiz, >
Jesus sobre a cruz com Seu sangue expiou!
Ele mesmo na Bíblia mo diz.
3. Em provas, apertos e perseguições,
Nos golpes que dá Satanás,
Bem calmo estarei, pois no meu coração,
Por Jesus, eu já gozo de paz.
4. Agora desejo com Cristo viver,
Com Ele a carreira acabar;
Pois sei que no meio das perturbações
Com Jesus, sempre em paz posso estar.
5. Porém, Tua volta aguardamos, Senhor!
O céu, não a tumba a esperar.
Ao som da trombeta! À voz de Jesus!
Oh, que glória! Em paz sempre estar!
Em novembro de 1873, o “Ville de Havre” zarpou da cidade de Nova Iorque para a Europa. Entre os passageiros encontrava-se a Sra. H. G. Spafford, esposa de um advogado em Chicago, com seus seis filhos.
A viagem estava quase no fim, estando já à vista as costas da Inglaterra, quando ocorreu uma terrível catástrofe. Na escuridão da noite um barco colidiu com o “Ville de Havre”, e este começou a soçobrar.
A Sra. Spafford ajuntou os seus filhos ao seu redor e encomendou-os a Deus. À medida que a água subia mais e mais, dentro do navio, um dos filhos procurou confortar sua mãe em prantos, lembrando-lhe de que era tão fácil ser chamado à presença de Cristo, tanto do mar, como de sua casa, na América!
Um a um, os seus queridos filhos foram arrancados dos seus braços, perecendo diante dos seus olhos. Ela, porém, foi milagrosamente poupada e salva, algumas horas mais tarde, por um outro navio.
Supondo que a notícia do desastre seria logo divulgada pelo mundo, a Sra. Spafford assim que atingiu o porto, enviou um telegrama ao seu marido. Este havia recebido a notícia do naufrágio do navio e da perda de seus passageiros, mas ainda não sabia da perda dos seus entes queridos.
Com o coração pulsando fortemente e com mãos vacilantes ele abriu o envelope. A mensagem era curta, consistindo em apenas duas palavras. Seus olhos foram diretos à palavra “salva”, dando ao seu coração uma repentina sensação de alegria.
Relendo, porém, o telegrama, notou a segunda palavra: “só”, causando-lhe uma terrível mudança de sentimentos. Num determinado momento foi cheio de um gozo inefável, e, no momento seguinte, inundado de indescritível tristeza!
Contudo, ele pôde agradecer a Deus por ter salvo a sua amada esposa, ainda que lamentasse a perda dos filhos queridos.
Dois anos mais tarde o mesmo Sr. Spafford perdeu grande parte dos seus bens num incêndio que houve em Chicago, mas a sua fé cristã sempre firme permitiu que ele superasse todas aquelas perdas.
A despeito de tudo o que lhe aconteceu, foi capaz de sentar-se e escrever o lindo hino que focalizamos e que se tornou tão conhecido em todo o mundo evangélico.
Sua letra, em português, é de autoria do Sr. S. E. McNair (1867-1959); a música é do Sr. Philip P. Bliss (1838-1876).
Há muitas famílias nas quais existem pessoas salvas e pessoas perdidas. Aquelas que estão preparadas e aquelas que não estão preparadas para se encontrarem com um Deus santo e que odeia o pecado!
Em algumas delas é possível que o marido seja salvo e a esposa, não; uma irmã salva e um irmão, perdido; e assim por diante. Coisa horrível será para você, na eternidade, se sua mãe, ou seu pai, ou irmã, ou irmão, ou esposa ou esposo, for salvo e você PERDIDO!
E, se falamos em ser salvo, devemos pensar em um meio de salvação. Quando Deus nos fala da Sua grande salvação, Ele nos fala também a respeito do nosso grande Salvador, o Senhor Jesus. Ele nos fala, ainda, como podemos estar certos dessa salvação: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Romanos 10.9). Você quer, também, ter esta certeza?
Por Edgard de Almeida
Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL2 – Edições Cristãs