401. EIS O ESTANDARTE
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada
a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia.” 2 Tm4:7,8

Henry Maxwell Wright (1849-1931)ST. GERTRUDE
Arthur Seymour Sullivan (1842-1900)

1. Eis o estandarte, tremulando à luz;
Eis o seu emblema: C’roa sobre Cruz.
Para a santa guerra Ele vos conduz:
Quem quer alistar-se sob o Rei Jesus?

Eis o estandarte, tremulando à luz!
Eis o seu emblema: C’roa sobre Cruz!

2. Nesta santa guerra desejais lutar
E a coroa santa lá no céu ganhar?
A quem quer segui-lO, eis que diz Jesus:
“Negue-se a si mesmo e tome a sua cruz”.

3. Salvador, agora venho me render;
Só por Ti vencido, poderei vencer.
Só contigo morto, sempre viverei;
Minha cruz eu tomo, meu bondoso Rei!   

     Crianças! Ora, crianças! Irrequietas e ativas! Quanto trabalho dão! Mas quantas bênçãos e quantas alegrias trazem para a igreja que as acolhe!

     O Sr. Sabino Baring-Gould, nascido na Inglaterra em 1834 e que viveu até o ano de 1924, era pastor numa pequena casa de oração em sua terra natal onde trabalhava com muita sinceridade e com muito amor no trabalho entre as crianças. Sua casa de oração estava sempre repleta de crianças para as quais o Sr. Sabino dava toda atenção.

     Certo dia marcou-se uma reunião especial das várias Escolas Dominicais de um distrito, na Inglaterra, e o Sr. Sabino devia levar as crianças de sua igreja para uma vila, distante alguns quilômetros do seu lugar, onde deveriam encontrar-se com outro grupo de crianças.

     Sentia-se bastante apreensivo para levar a cabo essa viagem e ter esse encontro, pois bem sabia como os meninos eram levados e que a caminhada era longa. No entanto, pensou: “Se ao menos tiverem alguma coisa para cantar, enquanto andarem, certamente a viagem não será tão difícil”.

     Procurou, pois, lembrar-se de algum hino que servisse para isso e, não encontrando coisa alguma apropriada, decidiu, na noite que precedeu a viagem, escrever, ele mesmo, um hino. Foi, então, ao seu escritório e, em pouco tempo, o hino estava pronto.

     No dia seguinte as crianças marcharam para a vila vizinha, cantando: “Eis o Estandarte”, carregando, à frente, uma cruz e tendo, espalhados pelas filas, diversos estandartes!

     Nós podemos muito bem imaginar o prazer que aquelas crianças tiveram em cantar aquele hino enquanto marchavam e, com toda certeza, não acharam a caminhada tão longa! Que possamos seguir este exemplo!

     Mas a história do noivado e do casamento desse pastor é também muito interessante. Conta-se que enamorou-se da filha de um operário e, com o consentimento dos pais dela, mandou-a para um colégio a fim de estudar.

     Só depois que ela terminou o curso, foi que se casaram, sendo um casamento muito feliz. Quando sua esposa faleceu, oito anos antes dele, mandou inscrever no seu túmulo, estes dizeres: “Aqui jaz metade da minha alma!”.

     A música do hino é de autoria do Sr. Arthur Seymour Sullivan (1842-1900) e a tradução da letra para o português foi feita pelo Sr. Henry Maxwell Wright (1849-1931).

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL1 – Edições Cristãs

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