471. CHAMADA FINAL
Arrebatamento da Igreja

“Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta.” 1Co 15:51-52

James Milton Black (1856-1938)
Adap. Henry Maxwell Wright (1849-1931)
WHEN THE ROLL IS CALLED UP YONDER
James Milton Black (1856-1938)

1. Quando lá do céu descendo, para os Seus, Jesus voltar
E o clarim de Deus a todos proclamar
A chegada desse dia da vitória do meu Rei,
Eu, por Sua imensa graça, lá estarei.

Quando, enfim, chegar o dia da vitória do meu Rei,
Quando, enfim, chegar o dia,
Pela graça de Jesus, eu lá estarei.

2. Nesse dia, quando os mortos hão de a voz de Cristo ouvir
E das sepulturas hão de ressurgir,
Os remidos, transformados, logo aclamarão seu Rei
E, por Sua imensa graça, lá estarei.

3. Pelo mundo rejeitado foi Jesus, meu Salvador;
Desprezaram, insultaram meu Senhor;
Mas faustoso vem o dia da vitória do meu Rei
E, por Sua imensa graça, lá estarei

4. Em mim mesmo nada tenho para nisso confiar,
Mas Jesus morreu na cruz pra me salvar;
Tão somente nEle espero, sim, e sempre esperarei,
Pois, por Sua imensa graça, lá estarei!

     Com que alegria cantamos este hino, esperançosos da breve volta do Salvador! E, quando pensamos na brevidade dessa volta, quando meditamos no gozo eterno que nos está reservado, com que satisfação acompanhamos os acontecimentos céleres e nos alegramos, mesmo nas aflições deste presente século mau!

     Este hino foi movido mais pela responsabilidade que o autor sentiu com um acontecimento na sua vida. O Professor James Milton Black, nascido no fim do século passado (1856) e falecido aos 82 anos de idade, no dia 17 de dezembro de 1938, estava, certa vez, participando de uma reunião de jovens. No início da reunião foi feita a chamada e 98 jovens responderam com a citação de um versículo bíblico.

     Quando chegou a vez do 99 não houve resposta. A secretária tornou a chamar o seu nome. Era o de uma pobre jovem. Não houve resposta. Então, pela terceira vez, o próprio Prof. Black levantou-se e chamou-a, pois a conhecia muito bem. Fora ele mesmo que algum tempo atrás a havia convidado para assistir aquelas reuniões e participar da Igreja. Ela pertencia a uma família pobre cujo pai gastava na bebida tudo que ganhava.

     O fato da jovem não ter respondido à chamada impressionou tanto o Prof. Black que, voltando para casa, pensava consigo mesmo: “E se ela nunca mais responder à chamada, que acontecerá?”. “E se ela morrer?”. “Se Deus a chamar?”.

     Quando chegou à casa, estas mesmas perguntas o perturbavam: “Se ela nunca mais responder, que acontecerá?”. Sob a impressão dessa dúvida e naquela mesma noite ele escreveu: “Quando Cristo a trombeta/ Lá no céu mandar tocar/ Quando o dia mui glorioso lá romper/ E aos remidos desta terra/ Meu Jesus se incorporar? E fizer-se então chamada, lá estarei”, cuja tradução, feita pelo Sr. H. Maxwell Wright, (1840-1931) temo-la hoje em vários hinários. “Quando lá do céu descendo, com os Seus, Jesus voltar/ E o clarim de Deus a todos proclamar/ A chegada desse dia da vitória do meu Rei/ Eu, por Sua imensa graça, lá estarei”.

     Diz-se que em 15 minutos ele escreveu mais duas estrofes. Ao terminar a poesia, foi ao piano e escreveu, nota por nota, a música que hoje cantamos com tanto gozo.

     Mais tarde, Black verificou que, de fato, aquela menina não esteve presente àquela reunião porque se achava gravemente enferma, vindo a falecer logo em seguida.

     Black era conhecido como bom compositor e foi autor de vários hinos e coleções de hinos. É provável que tenha escrito mais de mil melodias, porém, esta, intitulada “Chamada Final”, no original, se tornou a mais conhecida, e tem sido um dos hinos prediletos dos crentes deste século.

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL2 – Edições Cristãs

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