607. A DEUS SEJA A GLÓRIA

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tenha abençoado com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo.” Ef. 1:3

Fanny Jane Crosby (1820-1915)
Estrofe 1 e 3: William Anglin (1882-1965)
Estrofe 2: Luiz Soares (1930-2003)
TO GOD BE THE GLORY
William Howard (1832-1915)

1. A Deus seja a glória por Seu grande amor,
Pois deu-nos Seu Filho, Jesus Salvador,
O Qual, pelos homens, na cruz padeceu
E abriu-lhes a porta de entrada no céu.

Exultai! Exultai, vós os filhos de Deus!
Exultai! Exultai, todos vós que sois Seus!
Oh, vinde à presença de Deus vosso Pai
E, em Nome de Cristo Jesus, adorai!

2. Oh, graça infinita do Filho de Deus,
Ao mundo descendo, da glória dos céus,
A fim de remir-nos, com sangue, na cruz,
E assim transportar-nos ao reino da luz!

3. Oh, quanto devemos ao nosso Senhor
Por todas as bênçãos do Seu grande amor
E pelas promessas que vamos gozar
Mais bênçãos eternas em Seu santo lar

     Eis aqui outro hino escrito por Fanny Crosby (1820- 1915), que se tornou famoso e favorito de milhares e milhares de cristãos e tem sido cantado em campanhas evangelísticas em todo o mundo. 

     Apesar de ter sido escrito na América do Norte antes de 1875, sua letra original ficou praticamente esquecida até o ano de 1954, quando foi redescoberta e incluída em hinários destinados a campanhas evangelísticas. 

     De fato, foi em 1954 que este hino alcançou grande repercussão mundial após a sua “redescoberta”, quando foi entoado pelo coral que acompanhava o evangelista Billy Graham, na grande campanha por ele realizada naquela ocasião, na cidade de Londres, na Inglaterra. 

     Contam-nos os historiadores que este hino foi levado para a Inglaterra em 1873, pelo compositor e cantor Ira D. Sankey, que era companheiro do evangelista D. L. Moody em suas campanhas. Sankey incluiu-o no famoso hinário “Sacred Songs and Solos”, publicado na Inglaterra em 1874 e usado até os dias de hoje! 

     Mas, qual é a importância deste hino? Os modernos existencialistas, ateístas e agnósticos (mesmo alguns que se dizem cristãos) dizem estar procurando o significado da vida, mas, em tudo, o que fazem demonstram o propósito de honrar e engrandecer a si próprios, jamais levando em consideração o propósito de Deus ao criar o homem, como Ele claramente nos revela em Sua Palavra: “Eu os criei para Minha glória” (Isaías 43.7). Portanto, só a Ele deve ser dada toda a glória! 

     Damos glória a Deus por causa do Seu amor, um amor que providenciou a redenção para toda a humanidade. O apóstolo Paulo exclamou: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 6.14). Nada temos de fazer para sermos salvos. Deus já providenciou tudo. Portanto, a Deus seja a glória! 

     Em outra passagem o apóstolo Paulo nos lembra: “Porque fostes comprados por bom preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (Ia Coríntios 6.20). Esta é a resposta bíblica para as indagações dos existencialistas! Cada experiência diária só tem sentido quando reconhecemos que pertencemos a Deus e que cada ato ou pensamento nosso deve glorificá-lO. A Deus seja a glória! 

     Em nosso serviço para Deus dependemos dEle e não, de nossos talentos, força ou capacidade. O Senhor Jesus disse aos Seus discípulos: “Sem Mim nada podeis fazer” (João 15.5). Por isso não temos de que nos gloriar. Deus declara: “Eu sou o SENHOR, este é o Meu Nome; a Minha glória, pois, não a darei a outrem” (Isaías 42.8). A Deus seja a glória! 

     O lema para cada dia de vida do cristão deve ser o que está escrito em Mateus 5.16: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Ficaríamos muito gratos se outros pudessem sentir o que nós somos em graça e amor nas nossas relações com eles. Mas jamais devemos reivindicar o louvor para nós! É Deus que nos habilita a sermos semelhantes a Cristo. Portanto, a Deus seja a glória! 

     A tradução da primeira e terceira estrofes é de William Anglin (1882-1965) e a segunda estrofe é tradução de Luiz Soares (1930- ). A música é do compositor William Howard Doane (1832-1915).

Por Edgard de Almeida

Extraído do Livro HISTÓRICO DOS HINOS – VOL3 – Edições Cristãs

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